sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Queimando o mar

Queimando anestesia não tem como ser melhor
ainda mais se desse pleito nos transmutarmos para o pó
Centelha hei de produzir até faíscas irão surgir

Arbusto me agarram, me sufocam e me maltratam
na vida há de tudo que se possa imaginar
já vi até um filme no qual o objetivo era queimar o mar

Incubido de escrever linhas tortas, desordenadas e atenciosas
O poeta não escreve mais por amor à letra ou poesia
simplesmente se alimenta uma fome à mais fonte venenosa

Rebole, caia, chupe, beba, sente e fale
não há nada que me digam que não posso acreditar
diante disso tudo prefiro é queimar o mar.

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